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A Editorial Sul
| 10 de dezembro de 2024
Dalton Trevisan estreou na literatura com o romance Sonata ao Luar (1945).
Foto: Feliza Santos/BBM-USP
Dalton Trevisan estreou na literatura com o romance Sonata ao Luar (1945). (Foto: Feliza Santos/BBM-USP)
O escritor Dalton Trevisan morreu aos 99 anos nesta segunda-feira, 9, em sua casa em Curitiba. Dono de uma das obras mais singulares da literatura brasileira, Dalton Trevisan é considerado o maior contista contemporâneo do país. Recebeu o Prémio Camões 2012 pelo conjunto da sua obra. O escritor também ganhou o Machado de Assis, a Portugal Telecom (hoje Oceanos), a APCA, o prêmio Biblioteca Nacional e o prêmio Jabuti.
Dalton nasceu em Curitiba, Paraná, em 14 de junho de 1925. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Paraná. Exerceu a advocacia durante sete anos, mas abandonou a atividade para trabalhar na cerâmica da família.
Dalton Trevisan estreou na literatura com o romance Sonata ao Luar (1945). Entre 1946 e 1948, liderou o grupo literário de Curitiba que publicou a revista Joaquim, que se tornou porta-voz de diversos escritores, críticos e poetas e reuniu ensaios de Antônio Cândido e Mário de Andrade e poemas de Carlos Drummond de Andrade.
Em 1946, Dalton publicou seu segundo livro de ficção, Sete Anos de Pastor (1946), na revista. Ganhou repercussão nacional a partir de 1959, com a publicação de Novelas Nada Exemplares, que reuniu sua produção literária. Por seu trabalho recebeu o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro.
Publicou então Cemitério dos Elefantes (1964) e O Vampiro de Curitiba (1965). Por seu temperamento recluso e aversão a entrevistas, recebeu o apelido de “Vampiro de Curitiba”.
Publicou também Morte na Praça (1965) e Desastres do Amor (1968). Isolado dos meios intelectuais, voltaria a conquistar o Jabuti em 1965, 1995 e 2011.
Seu livro, A Guerra Conjugal, publicado em 1969, foi posteriormente transformado em filme premiado, dirigido por Joaquim Pedro de Andrade.
Seu único romance é A Polaquinha, de 1985. Em 1994, Trevisan publicou Ah, é?, marco do estilo minimalista.
No ano de 1996, ganhou o Prêmio Ministério da Cultura de Literatura. Em 2003, ganhou o 1º Prémio Portugal Telecom de Literatura Brasileira juntamente com Bernardo Carvalho. Na ocasião, o livro vencedor foi Pico na Veia.
O autor foi eleito por unanimidade vencedor do Prêmio Camões 2012, ano em que também recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra.
Recentemente, Trevisan esteve focado em novas edições de seus contos e na organização de sua coleção. A sua obra, publicada pela Editora Record ao longo das últimas décadas, que até relançou os seus livros com um novo projeto gráfico, foi transferida para Todavia no segundo semestre deste ano. A editora preparava suas edições para o centenário de Dalton Trevisan. (Estadão Conteúdo)
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Dalton Trevisan: morre um dos maiores escritores do Brasil, aos 99 anos
10/12/2024
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