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A Editorial Sul
| 16 de dezembro de 2024
A regulamentação da reforma tributária, aprovada pelo Senado, também deve ser concluída na Câmara dos Deputados
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
A regulamentação da reforma tributária, aprovada pelo Senado, também deverá ser concluída na Câmara dos Deputados. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
O Congresso Nacional tem uma semana intensa de votações importantes a partir desta segunda-feira (16), antes do início do recesso legislativo. Na pauta, as prioridades são o pacote de corte de gastos apresentado pelo governo federal, que estima economia de R$ 70 bilhões em dois anos, o Projeto de Diretrizes Orçamentárias e o Projeto de Lei Orçamentária Anual.
A regulamentação da reforma tributária, aprovada na semana passada pelo Senado, também deverá ser concluída na Câmara dos Deputados. Entenda as votações prioritárias desta semana no Legislativo:
Pacote fiscal
Apresentado no mês passado, o pacote de corte de gastos é composto por um projeto de lei ordinário (PL), um projeto de lei complementar (PLP) e uma proposta de emenda à Constituição (PEC). Entre os principais pontos da proposta de contenção de custos estão a redução no médio prazo do abono salarial e um teto para o reajuste do salário mínimo.
No caso do salário mínimo, o PL 4.614/2024, proposto pelo líder do governo na Câmara, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), tramita com urgência no plenário da Câmara.
O texto altera a regra atual de reajustes do salário mínimo. Desde 2023, o piso salarial brasileiro é corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.
A proposta mantém a correção inflacionária, mas a participação do crescimento do PIB ficará dentro dos limites do quadro fiscal, podendo ser até 2,5% acima da inflação do ano anterior. Para 2025, o salário mínimo subiria 2,9% acima da inflação, equivalente ao crescimento da economia em 2023. Com a limitação prevista, subirá 2,5%, ficando em R$ 1.515 no próximo ano, R$ 6 a menos que a regra atual. Nos anos em que o PIB encolher, o salário mínimo subirá pelo menos 0,6% acima da inflação, equivalente ao piso da variação de gastos do quadro fiscal.
O abono salarial, benefício que equivale ao 14º salário para quem ganha até dois salários mínimos (atual R$ 2.824) com carteira assinada, terá sua correção alterada. O valor de até R$ 2.640 será corrigido pela inflação nos próximos anos, ao invés de seguir a política de valorização do salário mínimo.
Com o abono salarial subindo menos que o salário mínimo, o governo prevê que o benefício será equivalente a um salário e meio a partir de 2035. A mudança será discutida por meio de uma PEC, que exige quórum de três quintos dos votos dos membros de cada Câmara, em dois turnos de discussão e votação. Esse quórum equivale a 60% do total de deputados e senadores.
Outro item do pacote de corte de gastos é o PLP 210/2024, um projeto de lei complementar. O texto, também proposto pelo deputado José Guimarães, autoriza o governo a limitar o pagamento de créditos tributários caso haja déficit nas contas públicas.
O texto prevê ainda limite ao crescimento das alterações obrigatórias nas regras do arcabouço fiscal, restrições às alterações nas despesas discricionárias (não obrigatórias) do Poder Executivo e redução do crescimento real das alterações não impositivas, para que o total quantidade de alterações sempre crescerá abaixo do quadro.
O projeto autoriza o Poder Executivo a bloquear e contingenciar emendas parlamentares na mesma proporção aplicada às demais despesas discricionárias —até o limite de 15% do valor. A Lei Complementar 210, de 2024, que regulamentou as emendas parlamentares, já previa o contingenciamento, mas não o bloqueio. A contingência ocorre quando existe o risco de não cumprimento da meta fiscal do ano devido à queda na receita. O bloqueio ocorre quando é necessário cumprir o limite de despesas.
Orçamento e LDO
Na semana passada, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) concluiu a votação dos 16 relatórios setoriais do Orçamento de 2025 (PLN 26/24). Agora, o relator-geral, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), pode preparar o relatório final para votação.
O presidente da comissão, deputado Julio Arcoverde (PP-PI), convocou reunião para esta terça-feira (17). A Lei do Orçamento Anual estima as receitas e fixa as despesas para o exercício seguinte.
Também está em pauta a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), texto que estabelece as prioridades e a meta fiscal do governo para o ano seguinte e orienta a elaboração do próprio Orçamento.
Reforma tributária
Após o Senado aprovar, na última quinta-feira (12), o principal texto normativo da reforma tributária, o Projeto de Lei Complementar (PL) 68/2024, a matéria retorna à Câmara para análise final. A expectativa é que o Plenário aprove no início da semana.
Os deputados também podem modificar o texto, excluindo quaisquer alterações feitas pelos senadores. O texto trata das regras que regem a incidência do Imposto sobre Valor Agregado (IVA Duplo), que se subdivide em dois impostos básicos sobre o consumo: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), no âmbito federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços ( IBS), em nível estadual/municipal.
Além disso, haverá o Imposto Seletivo (IS), o chamado “imposto sobre o pecado”, que é uma sobretaxa aplicada a determinados produtos e serviços considerados nocivos à saúde e ao meio ambiente. Esses novos tributos são uma unificação de cinco tributos atualmente existentes (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins).
Os novos tributos foram aprovados em emenda constitucional promulgada no final do ano passado, na primeira fase da reforma tributária. Ao longo de 2024, o Congresso Nacional tem se concentrado em regulamentações, que tratam das alíquotas dos impostos e de como cada setor da economia será impactado. A transição para o novo modelo fiscal será gradual, entre 2026 e 2033.
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Congresso Nacional tem semana intensa de votações antes do início do recesso legislativo
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