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A Editorial Sul
| 20 de dezembro de 2024
Ministro da Fazenda afirma que falhas de comunicação no pacote de corte de gastos acentuaram a valorização da moeda americana no Brasil.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro da Fazenda afirma que falhas de comunicação no pacote de corte de gastos acentuaram a valorização da moeda americana no Brasil. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (20) que é preciso “corrigir a queda” do dólar no Brasil. Embora tenha destacado que há um cenário de fortalecimento da moeda americana em todo o mundo, ele reconheceu que o efeito sobre o real tem sido mais intenso neste ano.
“Temos que corrigir esse deslize que o dólar deu aqui. Não é no sentido de procurar um nível de dólar, de almejar um objectivo. Na minha opinião, a forma como o Banco Central teve que agir – essa é a sua responsabilidade – não foi buscando um nível, mas sim um equilíbrio. Sempre que houver uma disfuncionalidade – por incerteza, insegurança, seja ela qual for – no mercado de câmbio e de juros, o BC deve promover correções nesse sentido”, disse o ministro em café da manhã com jornalistas.
Na quarta-feira, o dólar fechou a R$ 6,26, maior valor da história. Nesta sexta-feira, a moeda americana opera na casa dos R$ 6,07.
Questionado sobre os impactos que o dólar mais forte poderá causar na campanha de 2026, o ministro afirmou que ainda é cedo para pensar em eleições, mas lembrou que o governo Fernando Henrique Cardoso passou por uma desvalorização máxima do real em 1999 e chegou competitivamente na eleição. 2002.
“Quando houve a crise cambial em 1999, o câmbio disparou, foi desvalorizado em mais de 100%, foi um golpe. Armínio Fraga (então presidente do Banco Central) elevou a Selic para 45% para manter o câmbio e, se não fosse o apagão de 2001, o governo teria sido competitivo em 2002, e foi. Ele foi para o segundo turno e concorreu à reeleição. Foi um caso extremo, agora não tem comparação”, explicou Haddad.
O ministro reconheceu que houve problemas de comunicação no final deste ano que fortaleceram o dólar e que, portanto, é necessário “corrigir” o problema e tomar medidas para devolver a taxa de câmbio a uma situação funcional.
Para Haddad, os vazamentos ocorridos às vésperas do anúncio do pacote de contenção de custos, que incluiu o anúncio da ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, causaram efeitos deletérios, que exigiram muitas explicações por causa de a má compreensão das medições.
“A partir do momento em que o BC e o Tesouro agem, as medidas ficam mais claras. Acredito que essa tensão vai diminuir e as coisas vão voltar ao normal”, afirmou.
Cenário externo
Essa “normalidade” também foi classificada por Haddad como “desafiadora” devido ao cenário externo.
“Li ontem uma matéria que o cenário externo responde por algo em torno de 30%, 40% do problema. Este cenário externo continua desafiador: as taxas de juros nos EUA, as políticas anunciadas após as eleições norte-americanas… tudo isso tem gerado uma reacomodação geopolítica e econômica no mundo”, afirmou.
Para Haddad, o contexto exige que o Brasil “preste atenção” em casa para não deixar que falhas de comunicação gerem “perturbações desnecessárias”.
(Estadão Conteúdo)
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Ministro Fernando Haddad diz que é preciso corrigir o “deslize” do dólar e que FHC superou a crise cambial de 1999
2024-12-20
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