Países longe de reduzir o desmatamento não têm planos concretos, alerta ONU


Uma nova análise enfatiza que vários países que ainda estão longe da meta de redução do desmatamento não possuem planos concretos. O estudo da parceria ONU-Redd envolve o Programa das Nações Unidas para o Ambiente, o PNUA, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD.

No grupo dos 20 estados onde mais ocorre o desmatamento tropical, o Brasil está entre as oito nações que estabeleceram metas para retardar a perda de cobertura florestal em nível nacional.

Antonio Cruz/Agência Brasil

A Amazônia Legal envolve nove estados brasileiros, que concentram cerca de 60% da Floresta Amazônica

Emissão de 5,6 bilhões de toneladas de CO2 equivalente

Moçambique é outro país de língua portuguesa do grupo que inclui Bolívia, Peru, México, Colômbia, Camarões, Costa do Marfim ou Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Guiné Conacri, Libéria, Madagáscar, Serra Leoa, Indonésia, Laos , Malásia, Mianmar, Tailândia e Vietnã.

Coletivamente, estes territórios emitiram 5,6 mil milhões de toneladas de CO2 equivalente, tCO2e, através da desflorestação tropical todos os anos entre 2019 e 2023.

A análise alerta que o tempo está a esgotar-se para proteger as florestas do mundo, na sequência do compromisso assumido na Declaração dos Líderes de Glasgow, que visa reverter a perda florestal até 2030.

Em termos de objetivos internos, o relatório Aumentar a ambição, acelerar a acção: Rumo a maiores Contribuições Nacionalmente Determinadas para as florestas aponta grandes lacunas florestais em áreas como proteção, manejo e restauração.

As emissões provenientes da desflorestação dispararam desde que a Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Utilização dos Solos procura “travar e reverter a perda florestal e a degradação dos solos até 2030, ao mesmo tempo que proporciona o desenvolvimento sustentável e promove a transformação rural inclusiva”.

A floresta amazônica, que cobre grande parte do noroeste do Brasil e se estende por outros países da América do Sul, é a maior floresta tropical do mundo.

A floresta amazônica, que cobre grande parte do noroeste do Brasil e se estende por outros países da América do Sul, é a maior floresta tropical do mundo.

Aumento das emissões resultantes do desmatamento

Entre 2019 e 2022, o Brasil aparece como uma exceção na América Latina e no Caribe dado o aumento das emissões resultantes do desmatamento. Em terras brasileiras, o desmatamento caiu 22%.

O relatório indica que em relação às promessas feitas entre 2017 e 2023, os países não alcançaram as metas globais de reduzir para metade ou reverter a desflorestação pretendidas até 2030. Apenas oito das 20 nações com a maior desflorestação tropical estabeleceram metas para reduzir a perda de árvores. abrangem em suas NDCs.

O México se destaca por ter incluído uma meta de adaptação para atingir zero emissões líquidas até 2030. A área reflorestada mexicana igualaria ou excederia a área desmatada.

A Bolívia pretende reduzir o desmatamento em 80% até o final da década. Mais de metade desta redução está condicionada ao apoio internacional.

Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas

A Costa do Marfim, conhecida como Costa do Marfim, promete reduzir incondicionalmente a taxa em 70% em comparação com os níveis de 2015.

A Colômbia promete reduzir o desmatamento para 50 mil hectares/ano até 2030 usando abordagens cooperativas, conforme previsto no Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, para que possa alcançar o desmatamento absoluto.

No entanto, o relatório aponta a falta de clareza em relação às promessas. Um exemplo é que as metas de cinco países se baseiam no número de hectares. As metas para três estados baseiam-se em emissões, por exemplo, de toneladas de CO2 equivalente. Outros três deles possuem ambos os parâmetros conjugados.

As florestas são fundamentais para o desenvolvimento da resiliência climática.

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Relevância das florestas

Ainda em relação ao Brasil, as NDCs não contêm nenhuma meta relacionada às florestas. No entanto, o Plano de Ação para prevenir e controlar o desmatamento na Amazônia Legal prevê acabar com o desmatamento até 2030.

A análise internacional conclui que os compromissos no âmbito dos NDC dos 20 países com as maiores emissões resultantes da perda de cobertura arbórea não são suficientes para atingir a meta definida.

O relatório da ONU também salienta a relevância das florestas, uma vez que oferecem serviços benéficos aos ecossistemas, tais como a manutenção da qualidade da água, o fornecimento de habitat para polinizadores e recursos para as comunidades. As florestas também funcionam como sumidouros essenciais de carbono para ajudar a mitigar as alterações climáticas.

Mas a agricultura está entre as principais razões para a desflorestação devido à procura internacional de produtos como o óleo de palma, a soja e a carne bovina.

As florestas são fundamentais nos esforços globais para enfrentar a tripla crise planetária.

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A caminho da COP30

O documento recomenda fortalecer, melhorar e alinhar as medidas florestais mencionadas nas NDCs com políticas nacionais claramente definidas. Outra recomendação é a necessidade de uma acção coordenada entre os países desenvolvidos e os países florestais para atingir os objectivos definidos a nível internacional.

Outra sugestão é aumentar os preços do carbono florestal para um intervalo entre 30-50 dólares/tonelada de emissões de CO2 no mercado de carbono.

O relatório também observa que modelos como a participação das comunidades locais e dos povos indígenas e o reconhecimento das suas terras florestais e direitos de carbono devem ser promovidos para proteger as florestas.

A redução bem-sucedida do desmatamento na Amazônia brasileira em 2023 é atribuída à melhoria da aplicação das leis existentes em meio às atividades ilegais que ocorrem em terras indígenas.

A realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, COP30, em território brasileiro é vista como um marco global de ambição na proteção florestal.

O relatório destaca que, à medida que os países se preparam para apresentar a próxima ronda de NDC no evento, aqueles com uma extensa cobertura florestal devem incluir metas florestais concretas e mensuráveis ​​nos seus NDC revistos.



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