O Brasil tem uma “forte diáspora haitiana que quer trazer mais gente”, porém aponta a violência de gangues que assola o país caribenho como um fator que “dificulta muito o processo de emissão de vistos”.
As declarações foram feitas pela diretora do Departamento de Migração do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Luana Medeiros. Em entrevista ao UN News, ela afirmou que a migração do Haiti para o Brasil tem sido um “fenômeno constante desde 2011”, quando houve um terremoto que devastou a nação insular.
Violência no Haiti dificulta emissão de vistos
Segundo ela, o foco do governo brasileiro é proporcionar reunião familiar aos haitianos que estão no Brasil, trazendo familiares que estão no Haiti e desejam migrar. Contudo, a violência armada no país centro-americano tem dificultado os esforços diplomáticos brasileiros para garantir esse direito.
“Como a situação no Haiti piorou significativamente nos últimos meses, praticamente todas as embaixadas fecharam as portas no Haiti. A embaixada brasileira é uma das únicas que ainda funciona, mas infelizmente com capacidade muito reduzida. Assim, embora existam políticas, vontade política e procedimentos administrativos que tornem possível este reagrupamento familiar, na prática isto é bastante complexo. É muito difícil processar esses vistos ou mesmo entregar vistos que já foram processados.” Segundo Luana Medeiros, esta é “uma situação em que o Brasil tem muito pouca governança”.
São Paulo, Brasil
Criando condições para permanecer no Brasil
O representante do Ministério da Justiça informou que em 2023 teve início um “processo de transformação da política de acolhimento humanitário, principalmente de nacionais do Afeganistão”.
Ela explicou que o Brasil tem um histórico de concessão de vistos humanitários, principalmente para diásporas já consolidadas, como a síria e a haitiana. Contudo, as autoridades observaram que, na prática, a concessão do visto não foi suficiente para promover a integração da comunidade afegã no Brasil.
“A ideia, o desejo do governo brasileiro é que o Brasil seja um país de destino e não simplesmente um país de trânsito. É claro que as pessoas são livres para se movimentar como quiserem e como entenderem que é o melhor para suas vidas. Mas como governo, o Brasil quer proporcionar a essas pessoas que estão vindo para o nosso país condições para que possam permanecer de forma digna, com acesso à educação, com acesso ao emprego, com acesso a cursos de português e que se sintam acolhidos e tenham plenas condições de reconstruir suas vidas.”
Nova abordagem à população afegã
Segundo Luana Medeiros, foi diagnosticado pelo governo e pela sociedade civil que era necessário melhorar a política de acolhimento dos afegãos com foco principal na integração local, para que eles tenham condições de permanecer no Brasil.
Ela afirmou que a política está em transição, por isso “os últimos pedidos de visto, que foram protocolados no âmbito da portaria anterior, ainda estão em tramitação”.
O diretor explicou que o próximo passo será a publicação de um edital para selecionar instituições da sociedade civil, “que tenham condições e estejam dispostas a acolher cidadãos afegãos no Brasil”.
Segundo ela, será um processo “novo e bastante diferente”, conhecido como patrocínio comunitário, inspirado em boas experiências de outros países que trabalham no tema.
As autoridades observaram que, na prática, a concessão do visto não foi suficiente para promover a integração da comunidade afegã no Brasil
Tráfico de seres humanos e contrabando de migrantes
Luana Medeiros comentou ainda que o combate ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes é uma das agendas prioritárias do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O lançamento do quarto plano nacional de combate ao tráfico de seres humanos e do primeiro plano de ação de combate ao contrabando de migrantes está previsto para julho.
O especialista revelou que o crime é cometido por “cadeias criminosas muito complexas que envolvem muitas vezes agentes transnacionais”, que atacam populações já muito vulneráveis. Segundo ela, o Brasil tem uma política “muito avançada”, que não criminaliza as vítimas de tráfico e contrabando e busca proteger essas pessoas.
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